sábado, 24 de janeiro de 2015

Meus amigos octogenários estão partindo...



Tenho estado triste de alguns janeiros para cá: meus amigos com mais de 80 anos estão partindo. Sei que é uma idade bem longa mas não para eles, pessoas lúcidas, com vontade de viver e com muitas e boas histórias para contar. Enciclopédias vivas, por assim dizer...
Em 29 de janeiro de 2012, foi a perda do meu grande amigo, escritor, Almirante da Marinha do Brasil, José Celso de Macedo Soares. Um homem com mais de 1.90 de altura, com voz de trovão e com opinião forte. Porém, um dos maiores cavalheiros que eu já conheci. Com sua inteligência, derrubava mitos e preconceitos. Amava a liberdade e ensinava a sempre termos compromisso com ela. Maricá ficou bem mais vazia sem esse grande pensador e apaixonado por esse lugar que ele escolheu para viver, ele era amazonense. Pediu para ser cremado e que suas cinzas fossem jogadas na lagoa de Maricá. Assim foi feito. 
Agora, no dia 21 de janeiro de 2015, outro amigão, foi embora: Áureo Mello, Ex-Senador, nascido em Rondônia. Era, além de advogado, poeta, prosador e um cara muito bom de conversa. Uma vez liguei para a casa dele em Brasília, às sete da noite e só fui desligar às onze e meia da noite. Isso, porque, eu não aguentava mais o telefone queimando a minha orelha. Se dependesse dele, não tinha hora para desligar, pois ele gostava da noite e dormia de dia. Encontrá-lo antes de 4 horas da tarde era impossível. Essa era a hora em que ele começava a pensar em acordar. Áureo era festeiro, gostava de viver em paz e não abria mão de uma boa prosa. Gostava de viajar, mas nunca de avião. Tinha medo de morrer e uma vez me disse que o medo da morte foi o único medo que ele nunca conseguiu vencer e eu falei pra ele: - Áureo, não pense nisso. Chega uma hora na vida da gente em que a morte vira amiga necessária e ele me disse, há uns três anos atrás: - Moniquinha, eu espero que isso seja verdade porque se não for, eu vou continuar com medo. Rimos muito e trocamos de assunto para a conversa não terminar com esse tom trágico.
Enfim, ele morreu do coração, em sua casa, tranquilo, ao lado de seus grandes amores. Está com certeza, em paz.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Por que organizar?

 

 

A organização nos faz enxergar muitas variações num só espaço. E o espaço não é só na casa, é em tudo. É você poder saber como está sua saúde, seus afetos, seus objetos de maior importância e até como está o seu lixo. Com a organização, vem a cobrança para uma vida melhor. O choro pode acontecer,  afinal, você terá que tirar muitas coisas que não servem mais e que estão atrapalhando a sua vida. E a zona de conforto, sofre modificações. Mesmo sabendo que é para melhor, acontece uma espécie de pânico, uma ranhura.

 

 

Situações que vão passar e que num futuro bem próximo vão fazer de você, uma pessoa mais agradecida e mais consciente de si própria. Abra os armários, os sentimentos, a mente, a bolsa. Ponha tudo num espaço e vá recolhendo o que interessa de verdade, catalogando o que é essencial, desfazendo-se do que é para doar, reciclando o que ainda pode utilizar. E o que não te faz suspirar, o que não te arrepia, joga no lixo. Comece uma vida nova, uma nova disposição e seja muito feliz!

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Um lago para os gansos do Nilo

Os brigões aqui de casa, vão ganhar um lago. Vivem na piscina onde não é lugar apropriado. São tão abusados, batem nos pombos, nas galinhas, nos cahorros, nos gatos e até na gente, se tiverem oportunidade. Com o lago, o território vai ficar um pouco restrito e eles vão poder exercer todo o seu abuso e poderão namorar em paz para trazer ao mundo mais bebês do Nilo para nós. Aguardem mais notícias sobre eles!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Meu café da tarde!

As tardes não podem ser completas se não tiverem um cheiro bom de café. É incrível como o café da tarde cheira bem mais forte que o café da manhã. Deve ser porque nosso olfato ainda não está acostumado, ainda está verde… A partir das três horas da tarde, o que se sente é uma mistura de variados tipos de cafés, invadindo suas narinas e por vezes, até a intromissão de um bolo de fubá. E o que fica é a vontade de participar desse aconchego que só as tardes de café têm para oferecer. Boa tarde!

mini_gifs96 mônica banderas

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Naiani

 20141127_085723-1Naiani exercendo sua curiosidade

Naiani é a minha Poodle do coração. Está idosa, já não enxerga mais, ouve muito pouco, reclama de tudo e está precisando de muito aconchego. Veio aqui pra casa numa situação de violência e vive do jeito que gosta. Não gosto de contrariá-la. Naiani, eu te amo!

domingo, 18 de janeiro de 2015

O que destrói o amor?

 

É você perceber que a pessoa amada nunca será como você idealizou. Quer ter seu amor sempre ao lado? Ame e observe o outro, dando a ele oportunidades de ser o melhor no que ele faz melhor. E não tente fazer dessa pessoa a sua marionete e nem se deixe manipular como tal. A grande sacada, o respeito vem atrelado ao amor!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Medo, eu tinha medo

 

Eu tinha pavor de tempestades, de ventania, de trovoada, de relâmpagos e de tudo que vinha com o mau tempo. Até que um dia, , uma vizinha teve um surto psicótico bem no meio de uma tempestade. E eu tive que ajudá-la. Ao ver aquela mulher, completamente descontrolada por ter recebido um diagnóstico negativo de seu médico, eu comparei as tempestades e comecei a ter medo de gente. São as pessoas que destroem os sonhos, que matam covardemente e mentem e nos tiram as esperanças. A natureza, com toda a sua força, apesar dos estragos, soa como se fosse uma epifania, um chamado diferente para as coisas da vida e da morte. Ao perceber os solfejos das pessoas passei a vigiar e a orar. A querer entender as causas das maldades e das ciladas. Só Deus pode oferecer as armas para a batalha nestas situações e em todas as que você quiser batalhar. Amém!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Apenas um dia…

 

Por descobrir que a natureza é perfeita e observar que a galinha não cisca em vão, sempre encontra algo para comer na sua procura. Desse modo, aprendo que tudo na nossa vida é alimento. Não importa se para o bem ou para o mal. Temos que saber escolher o que vai entrar goela adentro. Nosso subconsciente nos avisa o que é saudável e o que não é. Somos intuitivos, temos o DNA da terra. Para viver, basta apenas estar conectado com o Universo, sentindo as sensações e ouvindo os sutis conselhos do vento.

Bom dia!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Acordar e ver…

 

Sou privilegiada, graças a Deus! Acordo e sempre tenho a natureza à minha janela. Uma nova flor, um verde mais denso ou não naquela árvore centenária, um novo animal,  peripécias dos animais antigos, a concorrência de canto dos inúmeros galos do quintal, os ovos frescos de cada dia. Se tem alguém nesse mundo que não pode reclamar da vida, sou eu. Tenho, na minha simplicidade a riqueza maior que alguém poderia desejar. Vivo em paz comigo mesma, em primeiro lugar, e procuro estar em paz com tudo e com todos. Sempre!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Quando a dificuldade financeira bate à sua porta



Quando houve um terremoto em Lisboa em 1755, após tantos destroços, o Rei Dom José, perguntou ao General Pedro D'Almeida, o Marquês de Alorna o que fazer:  "“Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”". Com essa resposta está um significado para todas as dificuldades que venhamos a enfrentar na vida. Temos que tirar o que nos impede de caminhar, a tristeza, o mau humor, a procrastinação, a murmuração, o medo, a intriga e enterra-los bem fundo e depois, descobrir com que ferramentas podemos trabalhar. Após isso, temos de fechar as portas para tudo que pode nos desvirtuar. O amigo que dá conselhos improdutivos, o telefone que toca oferecendo empréstimos, os parentes que dizem querer ajudar com condições por vezes, bestiais, desligar-se das mídias que trazem desgraça, notícias que não vão mudar a nossa situação imediata, cortar todos os gastos que não são realmente primordiais. Sem mágoas ou tristeza. Enfrentar o dragão. Se tiver uma religião, uma oração, um mantra, um Salmo, fé em Deus, se apegue a isso, você vai precisar. Não deixe de beber água, de comer seja a comida que for a mais simples que tiver coma com amor, agradecendo por isso, durma, descanse a mente. As coisas vão entrar nos eixos. Logo, vai aparecer a solução. Com a mente descansada, limpa de más energias e com vontade de melhorar, as ideias vão florescer e com certeza, o que virá será surpreendente! Creia, mude a forma de ver as coisas e encontre outros novos caminhos!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A dor da organização




Quando você é desorganizado e percebe isso e quer mudar, o que acontece dentro de você, é uma revolução, quase uma dor de parto. Seguir métodos, horários, hábitos novos e se policiar para não procrastinar é muito violento. É como se uma parte da  sua mente lutasse para continuar na zona de conforto e a outra parte quisesse fazer uma revolução. Nos primeiros 15 minutos de destralhamento, dá um suor frio, o medo de desapegar de algo que no futuro você pode vir a precisar. Nossa, que angústia, você pegar algum objeto  que você imprimiu um valor mais do que deveria e ter que se desfazer... Porém, isso tem que ser feito, essa asa deve ser cortada. Esse voo antigo já não te levava para lugar nenhum. Você descobre que tem pés e que tem que aprender a andar em vez de voar. E a enxurrada de novas descobertas, novos anseios e medos vem como um Tsunami avassalador. Já não é mais você, aquela pessoa antiga, com modos comportados, é uma nova pessoa, uma retroescavadeira retirando os focos de mesmice e transformando a sua existência por completo. Vale a pena sentir essa dor. O resultado é uma vida saudável em todos os sentidos. E o que é melhor, a partir do momento em que você aprende a destralhar objetos da sua vida, você também aprende a tirar sentimentos, pessoas e pensamentos que oprimem e marcam negativamente. Vamos destralhar!

 mônica banderas

domingo, 11 de janeiro de 2015

Meu Zupinho




Tenho visto que meus animais são os maiores transmissores de conhecimento de como viver a vida. 
Alguns estão indo embora já por causa da idade avançada e têm deixado muitas lições. Animais que eu achava que não entendiam muita coisa quando eram chamados pelo nome, que pareciam que eram surdos ou coisa parecida. Um desses, o Zupinho, filho de uma Husky Siberiana e um Pastor Alemão, deu o que pensar... Ao começar a morrer, com uma doença degenerativa, tive o prazer de estar bem mais próxima dele e de descobrir meios alternativos para tornar a vida dele mais fácil e confortável. Esse bichinho marrom, era muito doidinho quando fugia pelo quintal, andava e nem olhava para trás mesmo que alguém estivesse gritando o nome dele. Se a pessoa não fosse atrás e o pegasse e o trouxesse no colo, não tinha como ele voltar. Porém, ao ficar doente e sem poder se levantar, ele mostrou que ouvia muito bem e que prestava atenção a tudo que estava em volta dele. Toda vez que ele fazia suas necessidades, começava a resmungar baixinho como quem diz: me limpa. E assim, acontecia, Ele resmungava, fosse a hora que fosse, eu trocava o tapetinho higiênico dele. Foram 3 meses desse jeito. Até que em uma noite em que ele não me deixou dormir cedo, veio o último gemidinho e eu já sabia que ele estava dizendo adeus e tinha acabado de urinar. Mesmo vendo que ele já estava morrendo, troquei o tapetinho e foi então que senti que ele só queria que eu o trocasse para que ele fosse. E no dia seguinte, antes de enterrá-lo, vi que ele tinha defecado. Não o enterrei daquele jeito. Peguei a borracha, lavei ele todo naquela parte, sequei e só depois o enterrei, limpo como ele queria estar. Meu Zupinho foi uma lição para mim: às vezes, as pessoas parecem não te ouvir por variados motivos mas na verdade, estão acumulando respostas para te dar no futuro e essas respostas, serão lições. Fiquem atentos!

Uma nova inspiração

Em 2015, quero ter muito mais que um blog. Quero ter uma casa onde possa externar os desejos das plantas dos meus pés. Quero fazer novas poesias, divulgar notícias boas e imagens que incentivem uma vida melhor. Ouvir mais músicas, mais conselhos, procurar os amigos, reunir-me com gente que me traga boas novas. Xô, coisa do passado, quero renovação! 



mônica banderas