Tenho visto que meus animais são os maiores transmissores de conhecimento de como viver a vida.
Alguns estão indo embora já por causa da idade avançada e têm deixado muitas lições. Animais que eu achava que não entendiam muita coisa quando eram chamados pelo nome, que pareciam que eram surdos ou coisa parecida. Um desses, o Zupinho, filho de uma Husky Siberiana e um Pastor Alemão, deu o que pensar... Ao começar a morrer, com uma doença degenerativa, tive o prazer de estar bem mais próxima dele e de descobrir meios alternativos para tornar a vida dele mais fácil e confortável. Esse bichinho marrom, era muito doidinho quando fugia pelo quintal, andava e nem olhava para trás mesmo que alguém estivesse gritando o nome dele. Se a pessoa não fosse atrás e o pegasse e o trouxesse no colo, não tinha como ele voltar. Porém, ao ficar doente e sem poder se levantar, ele mostrou que ouvia muito bem e que prestava atenção a tudo que estava em volta dele. Toda vez que ele fazia suas necessidades, começava a resmungar baixinho como quem diz: me limpa. E assim, acontecia, Ele resmungava, fosse a hora que fosse, eu trocava o tapetinho higiênico dele. Foram 3 meses desse jeito. Até que em uma noite em que ele não me deixou dormir cedo, veio o último gemidinho e eu já sabia que ele estava dizendo adeus e tinha acabado de urinar. Mesmo vendo que ele já estava morrendo, troquei o tapetinho e foi então que senti que ele só queria que eu o trocasse para que ele fosse. E no dia seguinte, antes de enterrá-lo, vi que ele tinha defecado. Não o enterrei daquele jeito. Peguei a borracha, lavei ele todo naquela parte, sequei e só depois o enterrei, limpo como ele queria estar. Meu Zupinho foi uma lição para mim: às vezes, as pessoas parecem não te ouvir por variados motivos mas na verdade, estão acumulando respostas para te dar no futuro e essas respostas, serão lições. Fiquem atentos!

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